segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A Gifted Man (S01E07 - In case of memory loss)

A cada episódio novo de A Gifted Man eu lamento mais a possibilidade quase irreversível de seu cancelamento. Ainda mais quando, como no episódio em questão, somos colocados diante de questões tão interessantes para debate, como a que foi colocada para Michael Holt nesse episódio: se você pudesse esquecer as memórias mais dolorosas de sua vida, você o faria?

Nesse post trarei algumas reflexões baseadas nessa episódio, lembrando que as linhas seguintes contém spoilers para quem não o assistiu.

Pudemos perceber nesse episódio que Michael está mais adaptado à dupla jornada na Holt Neuro e Clínica Sanando, o que não significa necessariamente que ele esteja descansando muito ultimamente. Mas foi legal vê-lo relaxando um pouco em um simples jogo de futebol.

É interessante perceber que os casos que Michael enfrenta estão sempre conectados, mas eu realmente não consegui encontrar uma conexão do caso de seu colega de futebol com os outros dois. Foi uma storyline que me comoveu, pela questão do rapaz temer estar contaminado com HIV e prejudicar a esposa, mas senti que ficou um pouco fora da questão da memória. Caso tenham encontrado algo, podem sinalizar no comentário, que eu faço uma errata.

Os outros dois casos foram bem construídos para mim. Chloe, a garota que queria manter as lembranças da amiga assassinada, por mais que elas doessem. E Donnie, um ex-jogador que perdeu as próprias memórias.

Nesses dois casos podemos fazer a reflexão da memória como parte da identidade, formadora de como somos. A cena em que Donnie se vê ma foto e a distância entre o passado e o presente foi marcante para mim, e o fato de ele ter tirado a própria vida fez com que percebêssemos que ele não conseguiria mais conviver com a ausência da identidade, de saber quem era.

O que nos leva à Chloe. Vimos Michael obstinado em achar alívio para ela, mesmo que isso significasse apagar o passado. Amei a aparição providencial de Anna, que fez com que ele se perguntasse se ele faria o mesmo em relação às próprias memórias doloridas. E a conversa que ele teve com Chloe no fim do episódio foi a melhor cena do episódio. Adorei a reflexão de que as memórias fazem parte do que somos e do que nos define, e que depende de nós como lidaremos com elas.

Semana que vem volto com mais um review sobre A Gifted Man. E peço que cruzem os dedos para que a série possa pelo menos ganhar uma temporada completa e um encerramento digno da grandiosidade do que temos visto até agora.

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