quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Ringer: Aposta acertada da CW


Tenho que admitir: às vezes a CW acerta. Depois de terem esticado Smallville muito mais que o necessário e de aplicarem esse mesmo processo à Supernatural, após ter ignorado a grandiosidade e genialidade da série por quase 4 temporadas, aqui a emissora norte-americana parece ter finalmente feito tudo certo.

Nesse post farei um apanhado dos seis episódios exibidos até agora na tv, procurando falar o mínimo de spoilers possível, mas enumerando os motivos pelos quais você deveria acompanhar essa série. A partir do episódio 7, que foi exibido ontem, farei reviews individuais.


Aí você me pergunta: "Ok, porque eu deveria ler esse livro?"

Ringer conta a história de Bridget Kelly (Sarah Michelle Gellar). Nós a encontramos pela primeira vez em uma reunião dos Alcoólatras anônimos. Descobrimos que, além desse problema, ela foi testemunha de um crime e está no programa de proteção às testemunhas, aguardando para dar seu depoimento. Ele foge, temerosa de que o acusado acabe por matá-lá, e vai ao encontro da irmã gêmea, Siobhan Martin, que não vê há 6 anos e que possui uma situação econômica bem interessante. Siobhan revela a Bridget que Andrew (Ioan Gruffudd), seu marido, não sabe da existência da irmã.

Bridget acha que vai ficar tudo bem, até que vai passear de iate com Siobhan. Ela adormece e, quando consegue acordar, não encontra a irmã. Indícios apontam que ela cometeu suicídio. Desesperada, Bridget assume sua identidade, mas sequer desconfia que sua irmã possui segredos, como a manutenção de um caso com Henry Butler (Kristoffer Polaha), marido de Gemma (Tara Summers ), nada mais que sua melhor amiga. E, ao final do episódio piloto temos uma surpresa.

Enfim, dei uma passada no episódio piloto, o qual possui as linhas mestras que guiam a série. Sei que você pode estar com aquela sensação de "já vi isso em algum lugar". A primeira coisa em que pensei quando li a sinopse da série foi que se assemelhava muito com a novela mexicana A Usurpadora, que fez muito sucesso no Brasil no fim da década de 90.

Se você gostou dessa novela, recomendo que assista Ringer. Se não gostou, continuo recomendando.

Ok, você deve estar se perguntando o que deu na minha cabeça. É simples: a série possui a essência da novela, que é a questão de uma irmã tomando o lugar da outra e envolvendo-se com a rotina e família dela, prendendo-se por esses laços e se enrolando cada vez mais nas próprias mentiras. Mas não tem a questão do maniqueísmo presente em A Usurpadora. Não temos uma mocinha boa e pura que está nessa situação porque não teve outra opção. Pelo contrário, por vezes Bridget chega a nos assustar e surpreender com a sua engenhosidade. E isso nos mostra como ela e todos os personagens dessa trama são extremamente humanos e plausíveis.

Um outro trunfo dessa série é o elenco. Sarah e Ioan possuem uma química invejável, fazendo com que qualquer espectador torça por eles. Kristoffer e Tara não ficam atrás da competência de atuação, fazendo com que nós alternemos sentimentos de raiva e pena, por muitas vezes no mesmo episódio. Sem contar Nestor Carbonell, que interpreta o Agente Machado, e a recente entrada de Jason Dohring, astro de Veronica Mars e Moonlight, e que fez sua primeira aparição no episódio 6, já mostrando para que veio.

Breve review do episódio 7.

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