Depois de quase um mês de hiato, Glee retornou nessa terça-feira com o episódio Pot o' Gold, dando continuidade a algumas storylines. Mas, mais do que isso, a série efetivamente recuperou o ritmo e a marca que encantou os fãs na primeira temporada. E, mesmo se tratando de um episódio menos dinâmico que o normal (pode ser considerados por muitos como "chato", embora eu discorde veementemente), não deixou de emocionar e cativar. Nas próximas linhas farei uma análise geral do episódio e aviso que conterá spoilers para quem ainda não assistiu.
Uma das grandes promessas para esse episódio era a presença de um dos ganhadores do The Glee Project, Damian McGinty, que aqui representou o aluno de intercâmbio Rory Flenegan. Foi uma participação interessante e bem mais destacada que a de Lindsey no The Purple Piano Project, uma vez que o rapaz obteve dois solos e grande destaque nas cenas. E Damian mostrou o porque ele foi tão popular durante o reality show. Ele conseguiu brilhar nas cenas, mostrando que, como seu personagem, ele possui mágica a o poder de encantar aos espectadores. Ponto para Ryan Murphy, que soube muito bem o que estava fazendo ao optar por Damian como o segundo vencedor.
Aliás, gostaria muito de destacar a desmistificação do aluno de intercâmbio feito nesse episódio. Sempre vemos o glamour colocado na recepção dos estrangeiros nos EUA. Mas aqui podemos realmente conferir a xenofobia combinada ao bullying, retratado com a notada irreverência de Glee, mas ao mesmo tempo ácido como a série gosta de ser quando trata de assuntos polêmicos.
Por falar em assuntos polêmicos, temos a questão Puck e Shelby. Confesso que, como futura professora, os spoilers que tratavam disso me incomodaram, assim como a questão Pedo!Will me incomoda frequentemente. Porém devo dizer que gostei da delicadeza com que os roteiristas e diretores fizeram essa aproximação, fazendo com que o carinho que eles tem pela Beth despertasse algo a mais neles. Não que eu torça por esse casal. Pelo contrário, mesmo a Quinn tendo testado minha paciência nesse episódio por duas vezes (tentando sacanear a Shelby e cobrando coisas do Puck que ela cobrava do Finn lá na primeira temporada) ainda acredito que ela e Puck possam e devam terminar juntos. Mas confesso que gostei dessas cenas e estou curiosa para ver a repercussão da coisa. Espero que seja resolvido da melhor maneira possível.
Também gostaria de falar o quanto o Puck está maduro. Antes ele limpava piscinas para tirar uns trocos e conquistar as donas das piscinas. Agora nós vemos que ele não mudou em seu jeitão Puckzilla de ser, mas sua cabeça está voltada para Beth. Uma das melhores cenas do episódio a que ele mostra a foto da filha e seu orgulho dela, e claro a cena em que ele canta lindamente para acalmar Beth. E estou ansiosa para ver o amadurecimento de Quinn nesse ponto, porque ela tem se mostrado egoísta, querendo Beth somente para ela e se agarrando à filha para que seu senior year não seja um fracasso completo. Espero que, em breve, ela se preocupe com a felicidade da pequena e não com sua própria, assim como Puck está fazendo.
Voltando um pouco para Rory e Brit: fiquei encantada com as cenas, mostrando o quanto os dois são ingênuos, cada um da sua forma. Que venham mais cenas do meu novo casal xodó, mesmo que somente para uma amizade.
Santana foi outra que mostrou seu egoísmo. Por mais que ela ame a Brit, não é justo que ela tire a loirinha do Glee Club ou a afaste de Rory se não quiser. E a falta de lealdade dela ao New directions continua me incomodando (Will, porque você deixou que ela voltasse com tanta facilidade?). Ela não consegue se decidir e acaba prejudicando todos à sua volta. Muito me cortou o coração a cena em que Mercedes queria falar com seus ex-companheiros de Glee club e amigos de longa data, e ela simplesmente a impede.
Finn, para variar, causa reações dúbias em mim. Enquanto eu o amei apoiando o Will e pedindo desculpas para a Brit, fiquei com raiva quando ele manteve uma atitude tão hostil com relação ao Blaine, que tem tentado ajudar e não ser o centro das atenções. Quando ele parar de fazer isso e unir seu entusiasmo ao do ex-wabler, com certeza as coisas melhorarão para o New Directions.
Por último, gostaria de falar da relação Burt e Will, que começou a ser desenvolvida nesse episódio. Alguém se lembra do conflito deles em Wheels, lá na primeira temporada? O modo como Burt enfrentou Will para que Kurt tivesse a chance de um solo? E o que ele disse para o Will nesse episódio, que o Glee havia salvado seu filho. Adoro como Glee tá retomando essas storylines. E estou amando essa parceria em defesa do programa de artes nas escolas. Amo muito o Will e sempre fui fascinada por Burt e sua tolerância e amor por Kurt. A parceria desses dois maravilhosos personagens promete.
E o confronto Burt X Sue mais ainda. Amei que seja levantada uma outra questão nessa campanha política: a das escolas especiais. Nunca achei que a Sue ia muito longe mantendo sua campanha baseada na raiva contra as artes, e achei genial que ela tenha mudado o foco, e para algo que realmente é falho e precisa de atenção na área educacional.
Eis as minhas impressões sobre este episódio. Semana que vem tem mais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário