Glee sabe trabalhar qualquer tema. Sério, qualquer tema. Confesso que eu estava totalmente temerosa com esse episódio, afinal a "primeira vez" é sempre um tema tão sensível e em que tem que se saber o jeito certo de se trabalhar. Não pode ser mais ou menos. E Glee achou o ponto. O ponto de emocionar. Neste post trarei uma review do episódio, lembrando que conterá spoilers para quem não viu.
A linha principal do episódio, como o próprio nome disse, foi a primeira vez e a questão de ser certo ou não. E, como sempre, Glee não emite juízo de valor, nem sobre manter-se virgem ou sobre dar esse passo tão importante. O episódio simplesmente mostrou vários pontos de vista.
Uma das cenas que mais me emocionou foi a descrição que Tina fez de sua primeira vez. E a conclusão que eu tirei é que não é necessário perguntar se é a hora é certa ou não, porque quando o momento ou a pessoa certa estão no seu caminho, tudo parece certo.
Gostei do fato dos casais Finn & Rachel e Kurt & Blaine serem os alvos desse questionamento. Pelo fato de ambos os relacionamentos estarem sólidos, dos quatro serem jovens e estarem em um momento de definição de suas vidas e sonhos (vide o quote que eu postei). Como Wemma fanática, fiquei desapontada na época dos spoilers por meu casal não estar na mesma abordagem. Mas tendo visto o episódio, tenho a certeza que do modo que foi feito ficou perfeito, pois as questões de casais adolescentes são diferentes dos adultos, sem contar que Emma ainda está tentando superar seu TOC, de certa forma que se ela e Will fizessem sexo agora, a discussão ia se perder.
O fato de eles não terem feito logo de cara também foi muito legal, trabalhando ainda a questão do momento, local e hora certa. Tanto é que, quando eles finalmente ficaram juntos, nada precisou ser dito, ficando as cenas e olhares tão sensacionais e tocantes.
Saíndo um pouco dessa storyline: Shannon Beiste. Cara, que personagem e que atriz. Cada vez que entramos mais na sensibilidade por trás da "treinadora" é que percebemos a complexidade dela. Lembro-me de Never been kissed e sua insegurança, e o modo que Will meio que abriu as portas da vida amorosa para ela. Nesse episódio ela continua sendo insegura, continua não se enxergando, mesmo tendo alguém que a viu e se apaixonou por ela. As lágrimas rolaram juntamente às dela. Que primor o modo como eles a estão desenvolvendo nessa série. Preciso de mais dessa storyline.
E o Artie foi outro que me emocionou. Ele esteve por todos: pela Shannon, por Rachel e Blaine, pelo elenco. E, quando foi tomado pela insegurança, ele teve todos à sua volta, mostrando o quanto ele é especial. Obrigada pelo destaque dado a ele. Nosso rapper branco merece.
Bela introdução ao personagem Sebastian, que causa fascinação e raiva ao mesmo tempo. Gostei do ator e dos roteiros dele. Vai ser interessante vê-lo nos próximos episódios.
Novos personagens e antigos. Continuidade linda à história do Mike. Chorei em ambas as cenas, tanto no corredor como o pai quanto quando ele procura pela família no auditório.
Cory arrasou nesse episódio, deixando transparecer nos olhos e gestos a insegurança e medo de Finn. Senti uma semelhança com Quinn, a sensação de não se sentir capaz de nada, de perder o pouco que tinha no high school. Talvez até por eles terem sido os mais populares da escola e agora estarem perdidos.
Por fim, amei a alternância entre cenas de West side story e os acontecimentos da série, mostrando perfeitamente o background da noite de estréia. E preciso destacar a performance explosiva e perfeita de America, especialmente pelas partes de Naya e Mark. Eles estavam geniais, com dança, canto e o sotaque que foi a coisa mais maravilhosa a ser incorporada.
Esse episódio me deixou com lágrimas nos olhos e um sorriso bobo nos lábios. E, não importa os comentários, essa é a melhor temporada de Glee.
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